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Resenhas dos filmes do ano 
A última casa
Dir. Louis Leterrier (Estados Unidos, 2026) · Netflix
Uma família fica presa em casa quando misteriosamente inicia uma chuva de cola bonder que veda todas as portas e janelas. Do lado de fora, criaturas não-identificadas parecem curtir a vida na Terra. Já do lado de dentro, Wagner Moura, interpretando o pai da família, percebe como é bom passar um tempo sendo pai presente.
A felicidade da família diante da pior situação possível dura até acabarem os mantimentos em casa. No fim, tudo se resolve quando Wagner Moura demonstra piedade pelo bicho horroroso e, em troca disso, o bicho vai embora.
Um roteiro de dar inveja em qualquer escritor de 10 anos de idade.
23.000 vidas
Dir. Markus Goller (Alemanha, 2026) · Netflix
O filme é baseado na história real do barco Iuventa, que entre 2016 e 2017 salvou mais de 23 mil pessoas no Mar Mediterrâneo. A história mostra o conflito entre a solidariedade, o medo e a rejeição desses imigrantes por parte da sociedade italiana, desconsiderando que a decisão pela travessia significava a escolha de que continuar no seu país seria pior do que morrer à deriva.
Em 2017, o navio acabou sendo apreendido pelas autoridades italianas, e os membros da organização foram acusados de facilitar a imigração ilegal. Depois de anos, em 2024, o caso foi encerrado pela Justiça italiana, que concluiu que não havia crime em um ato de humanidade.
Eu não conhecia a história e gostei como traz questionamentos importantes sobre a imigração. Não imaginamos o que é abandonar tudo e se jogar em um país que muitas vezes nem fala a sua língua apenas com o objetivo de sobreviver. É, além de um ato de coragem, um suspiro por tentar seguir vivendo, ainda que continue em situação de vulnerabilidade em muitas das vezes.
A grande inundação
Dir. Kim Byung-Woo (Coreia do Sul, 2025) · Netflix
Uma grande inundação toma conta da cidade e a pesquisadora de inteligência artificial An-na, presa em um prédio, precisa salvar a própria vida e a do filho. No meio do filme, a história sofre uma reviravolta e, de repente, ela passa a ser responsável por salvar toda a humanidade. Então descobrimos que ela está presa em uma simulação que se repete milhares de vezes para treinar uma IA a desenvolver sentimentos humanos, como o instinto materno (kkkkkk). O filme é uma confusão e cada acontecimento parece um absurdo. Cheguei ao final como comecei: sem entender coisa alguma.
Elize: Sombras de uma Mulher
Dir. Felipe Vellas (Brasil, 2026) · Netflix
Acompanhamos a trajetória de Elize antes do assassinato de seu marido, Marcos Matsunaga, ocorrido em 2012. O filme mostra sua vida pessoal antes de se tornar esposa do diretor multimilionário da empresa Yoki e também aborda a relação abusiva entre os dois. O filme dá uma boa passada de pano em quem ele era, certamente para preservar a imagem do falecido. Roteiro fraco e um filme bem mais ou menos quando comparado a outras produções brasileiras de true crime.
Vou assistir em algum momento da minha vida 
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